Um Ano Sem Chapinha

Em junho de 2017 decidi: pararia totalmente com qualquer método de modelagem que pudesse danificar meus fios. Isso incluía a chapinha, baby liss e até o secador.

Seria 100% mes-mo.

Desde o início da transição, lá em novembro de 2015, eu tinha em mente um processo tranquilo, onde eu poderia me adaptar bem fazendo uma escova de vez em sempre até que toda a química saísse do comprimento dos fios. Depois era só cortar as pontas e eu teria um cabelo prontinho pra ser apresentado ao natural para o mundo.

E não foi bem assim…

Os fios cresciam com a textura natural, mas os danos causados pelo calor a destruíam totalmente. Eu tinha ondas extremamente ressecadas e as finalizações com creme não davam tão certo como deveriam. Foram quase dois anos assim (!), até que a decisão definitiva foi tomada: zero chapinha.

O período inicial foi todo à base de tranças, coques, coques trançados e tudo mais que uma trança e um coque poderiam conseguir. Até para ir em festas e casamentos o penteado era tirado dessa lista de variedades.

No início de julho fiz o primeiro corte pós-‘abstinência’ e já amei os resultados. Era o gás que eu precisava para continuar. O segundo foi em dezembro de 2017 e, desde então, só vejo resultados positivos.

Óbvio que, mesmo após um ano dessa transição, as pontas ainda possuem os danos de dois anos de uso constante do secador e da chapinha. A saúde do meu cabelo, por outro lado, é visível e excelente.

Agora o grande objetivo é conseguir mais comprimento. Desde abril, com o uso do tônico capilar de Patauá, da Natura Ekos, percebi uma diminuição enorme na queda dos fios (algo que me preocupava). Quanto ao fator ‘crescimento acelerado’, preciso começar a medir com certa frequência para ter certeza.

junho/18

Se me arrependo de ter ficado tanto tempo em transição? Com certeza não. Meu amadurecimento e aceitação teriam sido diferentes se não tivesse sido como foi. Ter visto as consequências em meu cabelo natural nesse um ano me fez ver, também, o grande objetivo de estar passando por todo esse processo.

A Amanda de quase três anos atrás não teria conseguido manter a decisão de dar fim à progressiva se não fosse pela ajuda da chapinha.

A de um ano atrás sim.

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